História

Tupynambás FC

História

O Tupynambás foi fundado no dia 15 de agosto de 1911 por Bruno Toschi, Remo Toschi, Dante Zanetti, Alberto Setta, Sebastião Taucci, Jorge Miguel, Horácio Antunes Paulo Tirapani e Edmundo Benedicto. No ano seguinte, o clube disputou sua primeira partida oficial, contra aquele que seria seu maior rival: o Tupi. Empate de 1 a 1, sendo Sebastião Taucci, o primeiro a marcar um gol com a camisa do Tupynambás.

Na primeira competição oficial de Juiz de Fora, em 1918, o Baeta foi vice-campeão, perdendo a decisão para o Sport.

Em 1919, o Tupynambás conquistou o seu primeiro título da cidade, conseguindo o bicampeonato no ano seguinte. Nessa mesma competição, obteve mais 11 títulos, o último em 66.

O título de sócio-proprietário de nº 001 foi outorgado ao sr. Paulo Schmitz e hoje pertence ao seu bisneto Luiz Eduardo da Silva Schmitz. Suas cores são vermelho e branco.

Estádio

O primeiro campo do Tupynambás ficava na Rua Bernardo Mascarenhas, Bairro Fábrica, onde hoje fica o Colégio Técnico Universitário. O clube construiu seu estádio no Bairro Poço Rico, durante a gestão do presidente José Paiz Soares, o qual empresta seu nome ao estádio. A inauguração ocorreu em 1950, em um amistoso entre Tupynambás e Corinthians, que venceu a partida por 5 a 1. O clube paulista foi convidado a inaugurar, quatro anos mais tarde, a iluminação do Estádio José Paiz Soares, voltando a vencer o Tupynambás, desta vez por 2 a 1.

Empreitadas no Campeonato Mineiro

Em 1933 o Tupynambás participou do Campeonato Mineiro pela primeira vez, em 1934 tornou-se vice-campeão e só volta a disputá-lo em 1969 e para isso tendo que desligar-se da Liga de Desportos de Juiz de Fora. Entretanto, o clube não teve condições de arcar com as despesas da competição estadual e abandonou o futebol profissional. Temporariamente, pois o Tupynambás retornou às atividades profissionais em 1983, quando disputou o Campeonato Mineiro da Segunda Divisão. A campanha desastrosa, sob o comando do técnico Augusto Clemente, acarretou em um novo abandono da equipe principal por parte do clube.

Ingresso Colorido

Em 1990, a prefeitura de Juiz de Fora abraçou a ideia do jornalista Márcio Guerra e lançou no torneio quadrangular de aniversário da cidade o “Ingresso Colorido”, com a finalidade de saber qual a maior torcida da cidade. Os torcedores do Tupynambás compravam ingressos vermelho; do Sport, verde e do Tupi, preto. O torneio que também contou com a participação do Olympic, de Barbacena, foi vencido pelo Tupi em uma disputa de pênaltis contra o Tupynambás. Já o Baeta (apelido do Tupynambás) venceu a disputa pela maior torcida de Juiz de Fora.

Segundo o Geraldo Magela, atualmente jornalista, a torcida do Tupynambás talvez não seja a maior, mas certamente a mais presente. Porém esta realidade está se modificando, já que o trabalho com futebol do Baeta não teve continuidade e por isso sua torcida não se renovou. E como o Tupi se mantém no cenário esportivo, é, hoje, o clube com maior torcida da cidade.[2]

Manchester: Um projeto de fusão

No final do ano de 1992, um seminário sobre futebol realizado pelo Instituto Metodista Granbery da Igreja Metodista tinha entre os participantes o então presidente do Paraná Clube, Darci Piana, que relatou a inédita experiência no futebol de fusão de clubes, em patrimônio e recursos financeiros e humanos, a fim de criar uma equipe mais forte e com maiores chances de vitórias. Foi assim que, através da união do Esporte Clube Pinheiros e do Colorado Esporte Clube, foi criado o Paraná Clube que, até hoje se mantém entre os principais times do país.

O então presidente do Sport, Júlio Gasparete, presente ao seminário, convidou alguns profissionais da cidade e, junto com o Tupi, o Tupynambás, a Prefeitura Municipal e a Universidade Federal da cidade, iniciou o trabalho de formação de um único representante da cidade nas competições de futebol profissional.

Em 1994, nasceu a Cooperativa Manchester de Futebol Profissional. Que ficou em 2º lugar a série B do Campeonato Mineiro do mesmo ano, no ano seguinte disputou a série A, mas acabou não rendendo o esperado e foi rebaixado. E em 1996, a cooperativa chegou ao fim.

Para Geraldo Magela, que atualmente é jornalista, a união entre os três clubes não saiu do papel, entre outros fatores, devido a interesses políticos que foram mais fortes do que a proposta do projeto esportivo. Para Dirceu Siano o projeto era bom, mas contava com um número excessivo de dirigentes e foi executado de forma desorganizada. Já Dirceu Buzinari por acreditar que o futebol precisa de rivalidade, considerou a proposta inadequada, uma vez que a unificação acabaria com a mesma.

O nome foi escolhido por que Juiz de Fora um dia já foi chamado de Manchester Mineira, pela sua vocação industrial e pela semelhança de alguns de seus prédios, construídos com tijolos vermelhos, com as construções típicas da cidade inglesa.

Após o rebaixamento do Tupi no Campeonato Mineiro de 1992, surgiu a ideia que até hoje rende péssimas lembranças aos torcedores do clube carijó. Sim, porque a vaga na segunda divisão pertencia ao Tupi. A Cooperativa conseguiu o acesso em 1994, beneficiada pelo número de vagas em disputa, quatro. Assim, Juiz de Fora teria novamente um representante na elite mineira e, dessa vez, esperavam os torcedores, para disputar o título.

Mas não foi bem isso o que ocorreu em 1995. Na prática, o Manchester só existia na mídia de Juiz de Fora. A imprensa esportiva mineira, principalmente a de Belo Horizonte, referia-se ao time como Tupi Manchester e considerava o uniforme verde e vermelho da equipe como sendo o número 3 do Tupi, com o escudo na manga. No primeiro jogo, um empate em 0 a 0 com o Cruzeiro, em pleno Mineirão, encheu de esperança os torcedores de Juiz de Fora. Mas a primeira vitória só viria a ocorrer na décima e penúltima rodada do primeiro turno, contra o fraco Rio Branco de Andradas, por 2 a 0. Nessa altura já se sabia que a luta seria para escapar do rebaixamento.

Mas não foi possível. Ao fim do campeonato mineiro, a Cooperativa Manchester foi fragorosamente rebaixada, com uma péssima campanha. Em 22 jogos, foram apenas 3 vitórias, 19 pontos ganhos e a vergonhosa última colocação. O vexame enterrou de vez o projeto e iniciou mais um período de muita dificuldade para o Tupi se levantar com a sua própria camisa. Na opinião dos torcedores de Juiz de Fora, uma página terrível, para ser apagada da história do futebol da cidade.[3]

Em 2006, o Tupynambás conquistou um dos maiores campeonatos a nível internacional de toda sua história, a 7ª Taça Internacional de São Paulo.

Volta ao profissional

O clube voltou as atividades em 2007, quando tentou, sem sucesso, obter uma vaga no Campeonato Mineiro do Módulo II (Segunda Divisão). A agremiação contou com o experiente atacante Euller, o "filho do vento" durante esta empreitada. Ficou na 8ª posição, perdendo a classificação na última rodada para o Poços de Caldas, numa derrota por 1-0 fora de casa.

O Baeta ainda teve o artilheiro da competição, Renato Santiago com 12 gols. O mesmo jogador foi o autor do primeiro gol da história do Leão do Poço Rico no Estádio Municipal.

2016: Novo retorno e acesso ao Módulo II

Em 2016 o "Baeta" voltou ao futebol profissional graças a venda de Danilo ao Real Madrid. Conseguiu o acesso para o Módulo II de 2017 com três rodadas de antecedência.

Em maio de 2016, o Tupynambás anunciou oficialmente seu retorno ao futebol profissional para disputa da Segunda Divisão do Campeonato Mineiro, que equivale à terceira divisão do estado. O Baeta voltou ao futebol pelas mãos do empresário Alberto Simão, responsável por ser o gestor do projeto. A estréia na Segundona Mineira foi no dia 31 de julho de 2016, em Juiz de Fora, com vitória do time juizforano por 2 a 1, sobre o Ponte Nova. O Baeta contratou Ademilson, ex-Tupi, que foi um dos artilheiros do time na segundona do Mineiro, com 9 gols marcados, se tornando o maior artilheiro do Estadio radialista Mário Helênio com 50 gols marcados.[4]

Além do acesso ao módulo II do Campeonato Mineiro, no dia 27/11 o Baeta empatou com o Coimbra em 1x1 e sagrou-se campeão da Segunda Divisão do Campeonato Mineiro.

2017/2018: Módulo II e acesso ao Módulo I

Em 2017 o Baeta disputou o Módulo II,e se classificou para o Hexagonal final com o 2º lugar. No Hexagonal final o clube só conseguiu 1 vitória em 10 jogos e acabou terminando o campeonato no 6º lugar. Em 2018 o Baeta, se classificou para a Semifinal com o 3º lugar.[5] Na semifinal empatou o primeiro jogo sem gols com o América de Teófilo Otoni, obrigando a equipe a vencer no segundo jogo por 2 a 1 e garantindo acesso ao Campeonato Mineiro de Futebol de 2019 - Módulo I junto com o Guarani-MG.[6][7][8]

2019- Volta à elite e Série D

Após 49 anos o Baeta voltou a disputar a primeira divisão do campeonato mineiro e logo na estreia goleou o Villa Nova por 5-1 no tradicional Castor Cifuentes. Na segunda rodada o leão venceu o clássico Tu-Tu por 1x0. No decorrer do campeonato a equipe caiu de produção, mas conseguiu garantir a vaga nas oitavas de final terminando a competição com o 8º lugar somando 11 pontos ao todo, assegurando uma vaga na série D pela primeira vez na história.

Na Série D 2020, o time fez uma honrosa participação, sendo eliminado pela Aparecidense na segunda fase.

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